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Argán significa "oliveira" na língua berebere. A sua existência é indissociável da região de Essaouira e arredores (existe no Alto Atlas oriental, no Anti-Atlas e, de forma menos frequente, perto do rio Draa). O argán é uma espécie que não existe em nenhuma outra parte de Marrocos e, segundo os naturais de Essaouira, em nenhum outro lugar do mundo. O argán tem a "denominação de origem" da nossa terra. Em torno desta espécie vegetal surgiu uma rica e engraçada cultura popular, com diversos rituais e símbolos.
Graças à sua vitalidade, a árvore de argán é providencial nas zonas áridas.
Os bosques de argáns são claros, crescem nas zonas áridas com brumas frequentes e não ultrapassam os 1500 metros de altitude.
Entre as ramadas do argán habitam esquilos, que se alimentam dos seus frutos. Entre estes esquilos conta-se o Esquilo de Berberia, chamado Anzet ou Anzid na língua berebere (o amasig).
A forma da noz do argán e a forma como se faz a sua colheita são semelhantes às da oliveira. Das "amêndoas" extrai-se um óleo muito saboroso, frequentemente utilizado na gastronomia marroquina, quer cozinhado quer cru. O seu sabor lembra o da laranja e o seu aroma é doc. Para obter 1 litro de óleo são necessários 100 kg de frutos.
Segundo a sabedoria popular, tem poderes curativos e homeopáticos. |